Seminários Distritais de Aprendizagem 2026-27
Em dois sábados de outubro, o Distrito 1960 realizou os seus Seminários Distritais de Aprendizagem 2026-27 — a 3 de outubro, na Escola Técnica Empresarial do Oeste, nas Caldas da Rainha, e a 10 de outubro, na Escola Básica Poeta Emiliano da Costa, em Estoi. O mesmo seminário foi repetido em duas geografias para que a distância não deixasse nenhum clube de fora. Entre os dois dias, passaram pelas salas mais de uma centena de companheiros, vindos de 42 dos 67 clubes do Distrito.
O objetivo foi anunciado antes das inscrições e repetido à porta da sala: que cada clube saísse com decisões tomadas, e não com apontamentos por ler.
Quatro áreas, um único plano
O desenho do dia partiu de uma ideia simples: Quadro Social, Projetos Humanitários, The Rotary Foundation e Comunicação e Imagem Pública não são quatro assuntos separados, mas quatro entradas para o mesmo Plano de Ação do Rotary. Um clube que cresce sem projetos não tem impacto; um projeto sem a Fundação não tem meios; um projeto que ninguém conta não atrai ninguém; e um clube que não conta histórias não cresce. A ordem dos blocos seguiu esta lógica — primeiro as pessoas, depois o projeto, depois os meios, por fim a história — e o que saía de cada bloco alimentava o seguinte.
Para que o trabalho fosse concreto, pediu-se a cada participante que trouxesse de casa as metas do clube registadas no Rotary Club Central, um projeto em curso, o nome de uma pessoa da sua comunidade que ainda não é sócia e o estado da qualificação do clube na The Rotary Foundation.
Uma história, trabalho de grupo e dez minutos para decidir
Todos os blocos tiveram a mesma estrutura. Abriram com uma história — um caso real, com os conceitos e os números dentro da narrativa — a terminar numa pergunta. Seguiu-se trabalho de grupo, entre trinta e cinquenta minutos, sobre fichas impressas e entregues no próprio dia. E cada bloco fechou com dez minutos, nos quais cada participante escreveu na Carta de Compromisso do seu clube a ação que levava dali, com uma data e um responsável.
No bloco do Quadro Social, cada clube desenhou o seu Percurso do Sócio em cinco etapas — atrair, acolher, envolver, reter, renovar — e identificou a etapa em que perde mais gente, desenhando uma ação para a corrigir que coubesse em trinta dias e não custasse dinheiro. Num segundo exercício, cada um descreveu o clube que faria dizer «sim» a uma pessoa de 45 anos, com família e agenda cheia, e comparou-o com o clube que tem.
A The Rotary Foundation, com as contas feitas em direto
No bloco da The Rotary Foundation, trinta minutos foram dedicados à formação técnica — qualificação anual, Memorando de Entendimento, Subsídios Distritais, requisitos dos Subsídios Globais, gestão de fundos e prestação de contas. Para os clubes presentes, esta formação cumpre o requisito de qualificação do ano rotário.
Seguiu-se «A Matemática do Impacto»: cada clube calculou quanto consegue mobilizar para o Fundo Anual este ano, com um valor que não é o ideal, mas o que consegue. Cada clube disse os seus números em voz alta e a sala viu a soma crescer, em direto, até à meta do Distrito. Esclareceu-se também: as contribuições ao Fundo Anual são investidas durante três anos e, findo esse prazo, cerca de metade fica disponível no fundo distrital (FDUC), distribuído pelo Distrito segundo critérios próprios em Subsídios Globais e Distritais — não é um retorno ao clube que doou, mas capacidade coletiva, e é dela que saem os subsídios. O bloco fechou com o «Semáforo da Qualificação», em que cada clube avaliou com verdade os seis requisitos de qualificação.
Imagem Pública: comunicar o que mudou
O dia terminou com a Imagem Pública e uma regra afixada em todas os grupos: não comunicamos o que fizemos, comunicamos o que mudou. Cada clube escreveu a história de um projeto em três atos e noventa palavras, escolheu um canal e um público, e gravou sessenta segundos de vídeo — sem ler e sem usar as palavras «clube», «companheiro», «donativo» e «entrega».
Duas salas, dois formatos
A composição dos grupos foi deliberadamente diferente nos dois dias. Nas Caldas da Rainha, com 28 clubes representados e delegações numerosas, nenhum grupo tinha duas pessoas do mesmo clube, favorecendo a troca de experiências. Em Estoi, onde metade dos clubes veio com uma pessoa só, as pessoas do mesmo clube ficaram juntas, porque as decisões em causa — qualificação e via de financiamento — são decisões de clube.
As Cartas de Compromisso foram entregues à Governadora Isabel Rosmaninho, que abriu e encerrou os dois seminários. Em janeiro, o Distrito volta a elas, clube a clube.
O Distrito agradece aos Presidentes das Comissões Distritais — Paulo Taveira de Sousa, João Calado, Solange Falé e Rúben Bento — e às suas equipas, que durante semanas prepararam e testaram os exercícios; à Facilitadora Distrital de Aprendizagem, Mara Ribeiro Duarte, que concebeu e conduziu os dois dias; aos clubes anfitriões e às duas escolas que acolheram os seminários; e, em Estoi, aos alunos do curso de Operador de Restauração e Bebidas, que prepararam e serviram o almoço.
Criar Impacto Duradouro, o lema deste ano rotário, não é uma frase de abertura. É um trabalho — e, em dois sábados de outubro, começou numa grupo, com um projeto real em cima dela e uma data escrita ao lado.

