Dia Mundial das Hepatites — um compromisso renovado com a prevenção, o diagnóstico e a cura

Hoje, no Dia Mundial das Hepatites, a Assembleia da República acolheu um momento de grande significado para a saúde pública em Portugal: a apresentação do Relatório do Programa Nacional para as Hepatites Virais (DGS), conduzida pelo seu Diretor, Prof. Rui Tato Marinho.
A sessão destacou não apenas os avanços científicos e clínicos, mas também a dimensão humana desta luta. O debate sobre os 10 anos de utilização dos Antivirais de Ação Direta (AAD) em Portugal mostrou resultados extraordinários e desafios que persistem. A taxa de cura ronda hoje os 97%, com acesso universal às terapias — um marco que coloca o país entre os líderes mundiais no combate à hepatite C.
Mas talvez o momento mais marcante tenha sido o testemunho de três doentes que, após tratamento, estão totalmente curados. As suas histórias tornaram evidente aquilo que os números não conseguem transmitir por completo: o tratamento muda vidas, devolve futuro, esperança e dignidade.
Ainda assim, a mensagem central permanece clara: a prevenção é o primeiro passo, os estilos de vida saudáveis são a base, e o tratamento deve ser a última linha — eficaz, sim, mas acionado idealmente após um diagnóstico precoce. Quanto mais cedo se identificar a infeção, mais rápido se trata e maiores são as probabilidades de cura.


E qual o papel do Rotary?
O Rotary pode ser um aliado decisivo, sobretudo no apoio às associações que trabalham no terreno com populações mais vulneráveis. Contribuir para o diagnóstico, sensibilizar, promover rastreios e reforçar a literacia em saúde são ações que se alinham profundamente com a missão rotária de servir e transformar comunidades.
Hoje celebramos conquistas, mas reafirmamos também o compromisso com o futuro: prevenir mais, diagnosticar melhor, tratar sempre — e nunca deixar ninguém para trás.
Por: Isabel Rosmaninho | Governadora Rotary D.1960

