Caminhando com as comunidades

31-07-2026

Por Miriam Rittmeyer, CEO da Phalarope, integrante da Equipe de Consultores Técnicos da Fundação Rotária e associada do Rotary Club de Savannah East, EUA.

Juliana Tuc Tuc Ajmac, parteira e agente de saúde, com a coordenadora de campo Doris Sepet e a moradora da comunidade Maria Cuc, Guatemala.
Juliana Tuc Tuc Ajmac, parteira e agente de saúde, com a coordenadora de campo Doris Sepet e a moradora da comunidade Maria Cuc, Guatemala.

Numa pequena casa na zona rural de Tecpan, na Guatemala, Dona Fidelia está ao lado de uma mulher grávida, ouvindo-a eobservando-a atentamente. Há anos que acompanha partos, mas atualmente desempenha um papel mais abrangente num projeto de saúde materna apoiado pelo Rotary.

Hoje, realiza visitas domiciliárias estruturadas, identificando situações como a diabetes gestacional, acompanhando fatores de risco e orientando as famílias na tomada de decisões que podem ser determinantes para o desfecho de uma gravidez.

Mas Dona Fidelia não trabalha sozinha.

Integra uma rede crescente de agentes comunitários de saúde, parteiras, curandeiros e líderes comunitários, formados para identificar precocemente situações de risco, sensibilizar as famílias e encaminhá-las para os serviços de saúde sempre que necessário. Esta abordagem assente na comunidade está no centro do projeto.

Agentes de saúde e parteiras Maria Morales Morales, Josefina Batz Poyon, Emiliana Vargas Tol e Dona Santos Rabinal Conos, Guatemala.
Agentes de saúde e parteiras Maria Morales Morales, Josefina Batz Poyon, Emiliana Vargas Tol e Dona Santos Rabinal Conos, Guatemala.

É aqui que o trabalho começa: não nos hospitais, mas nas casas.

Este projeto, centrado na comunidade e apoiado pela Fundação Rotária, bem como por distritos e clubes do Rotary, evoluiu de iniciativas-piloto locais para um programa de sucesso além-fronteiras.

Atravessando fronteiras

Este modelo não se limita à Guatemala. Na região de Ngäbe-Buglé, no Panamá, Enedilsa Méndez, professora e parteira na comunidade de Lajero, deparou-se com uma situação que exigia uma resposta imediata. Durante uma visita domiciliária, identificou sinais compatíveis com pré-eclâmpsia, uma complicação da gravidez caracterizada por hipertensão arterial que pode rapidamente colocar em risco a vida da mãe e do bebé. Graças à formação que recebeu, agiu de imediato, sem hesitar

Leia mais em https://rotaryblogpt.org/2026/07/13/caminhando-com-as-comunidades-como-o-conhecimento-local-esta-transformando-os-sistemas-de-saude-materna/#more-5228

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