Caminhando com as comunidades
Por Miriam Rittmeyer, CEO da Phalarope, integrante da Equipe de Consultores Técnicos da Fundação Rotária e associada do Rotary Club de Savannah East, EUA.

Numa pequena casa na zona rural de Tecpan, na Guatemala, Dona Fidelia está ao lado de uma mulher grávida, ouvindo-a eobservando-a atentamente. Há anos que acompanha partos, mas atualmente desempenha um papel mais abrangente num projeto de saúde materna apoiado pelo Rotary.
Hoje, realiza visitas domiciliárias estruturadas, identificando situações como a diabetes gestacional, acompanhando fatores de risco e orientando as famílias na tomada de decisões que podem ser determinantes para o desfecho de uma gravidez.
Mas Dona Fidelia não trabalha sozinha.
Integra uma rede crescente de agentes comunitários de saúde, parteiras, curandeiros e líderes comunitários, formados para identificar precocemente situações de risco, sensibilizar as famílias e encaminhá-las para os serviços de saúde sempre que necessário. Esta abordagem assente na comunidade está no centro do projeto.

É aqui que o trabalho começa: não nos hospitais, mas nas casas.
Este projeto, centrado na comunidade e apoiado pela Fundação Rotária, bem como por distritos e clubes do Rotary, evoluiu de iniciativas-piloto locais para um programa de sucesso além-fronteiras.
Atravessando fronteiras
Este modelo não se limita à Guatemala. Na região de Ngäbe-Buglé, no Panamá, Enedilsa Méndez, professora e parteira na comunidade de Lajero, deparou-se com uma situação que exigia uma resposta imediata. Durante uma visita domiciliária, identificou sinais compatíveis com pré-eclâmpsia, uma complicação da gravidez caracterizada por hipertensão arterial que pode rapidamente colocar em risco a vida da mãe e do bebé. Graças à formação que recebeu, agiu de imediato, sem hesitar
